Movimento do dia

By binv

O medo voltou a dominar os mercados hoje. Os índices americanos mostraram quedas generalizadas (2,36% para o Dow Jones, 2,57% para o Nasdaq), movimento que se repetiu aqui com o Bovespa caindo 5,01%.

Esses números não são bonitos mas também não preocupam demais. Complicados mesmo, à essa altura da crise, são os movimentos nos mercados de juros e crédito, pois é aí que saberemos se as ações do Fed estão obtendo resultados.

Sob essa ótica o dia não foi desastroso, mas também não foi brilhante. O relaxamento das necessidades de capital das agências Fannie Mae e Freddie Mac parece ter surtido algum efeito, reduzindo os prêmios de risco no mercado de títulos lastreados em hipotecas. Observadores do mercado dizem que a demanda por papel do tesouro americano é forte, indicando movimento de fuga de investimentos mais arriscados (Accrued Interest, Across the Curve). Chama atenção a queda do yield da nota de 3 meses do tesouro americano, que atingiu a taxa mais baixa desde 1958 (Bloomberg).

O curioso, à primeira vista, é que os títulos de renda fixa dos bancos estão se comportando bem, ao contrário de suas ações. Talvez seja uma reação ao caso Bear Stearns, onde as ações quase viraram pó mas os títulos de renda fixa foram poupados (isso se operação de compra pelo JP Morgan for completada). Contudo, persistem as preocupações com relação à saúde financeira de algumas grandes instituições, atingindo também as praças européias.

É bom prestar atenção nos preços das commodities, que podem estar sofrendo em função da desalavancagem generalizada. Esse é um movimento que pode ter repercussões por aqui, não apenas nas ações da Vale mas principalmente na economia real. E afeta também exportadores como o Chile, cuja moeda caiu 1,6% hoje, seguindo o movimento do cobre (Bloomberg).

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