O economista Paul Krugman discute, em sua mais recente coluna para o New York Times, uma das questões mais comentadas da economia mundial hoje: a taxa de câmbio da moeda chinesa, o yuan, e o que fazer a respeito dela.
Krugman está entre os (muitos) economistas que acreditam que a moeda chinesa está subvalorizada. Ele admite que a discussão não é nova, e que as reclamações sobre os chineses e seu câmbio manipulado começaram – no mínimo – em 2003. De lá para cá, no entanto, o problema só piorou. Os seus superávits em conta corrente só cresceram, assim como a sua acumulação de reservas, que hoje gira em torno de US$ 30 bilhões por mês.
No entanto, ele acredita que o governo americano deve confrontar os chineses agora. A política cambial chinesa pode não ter mudado, mas o ambiente econômico global mudou, escreve Krugman. A maior parte das grandes economias do mundo está hoje em armadilha de liquidez, sem condições de aumentar o estímulo monetário para suas economias deprimidas porque suas taxas de juros já estão próximas a zero. A política cambial chinesa funciona como um anti-estímulo, e o resto do mundo não dispõe de instrumentos para responder.
Krugman acha que os americanos podem e devem jogar duro contra os chineses, e que são os chineses que têm mais a perder na relação de mutua dependência que existe hoje entre os dois países. A pressão política sobre a China – e sobre o governo Obama, para que faça algo a respeito – só tende a aumentar. Essas barganhas políticas podem influenciar, e muito, a vitalidade da economia mundial nos próximos anos.
Aqui no Brasil o real continua forte frente à moeda americana, com a taxa de cambio abaixo de R$ 1,80 por dólar.
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