Erros que custam caro

Em 1998 a fusão do banco comercial Citicorp com as operações de seguros e de banco de investimentos do grupo Travelers levou à criação do Citigroup, um gigante que atua em todo o espectro dos produtos financeiros em escala global.

Hoje, dez anos depois, um dos arquitetos daquela fusão acredita que foi tudo um grande erro. John Reed, que dirigia o Citigroup naquela época, disse ao Financial Times que a operação não beneficiou nem os acionistas, nem os funcionários nem os clientes da instituição. A questão é saber se o modelo de banco universal estava errado, ou se a crise atual decorre de problemas de gestão.

A discussão é da maior relevância, pois tem a ver com a forma que as instituições financeiras devem tomar daqui para a frente. Há outro exemplo relevante nos jornais de hoje, o suíço UBS. Luqman Arnold, ex-presidente e grande acionista da instituição, lançou uma ofensiva pedindo o seu desmembramento, separando a área de investimentos — reponsável pelos enormes prejuízos revelados nos últimos meses — do banco comercial e da gestão de recursos de clientes (Bloomberg, Wall St Journal). Que moral tem uma instituição que conseguiu perder US$ 37 bilhões para dizer que quer gerir o dinheiro dos seus clientes?

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