O dólar em um mundo pós-americano

Prever o declínio dos Estados Unidos é um perigo. O historiador Paul Kennedy, por exemplo, sofre até hoje as conseqüências de ter sugerido, 20 anos atrás, que o destino de toda grande potência é o declínio relativo. Quem está embarcando nessa agora é Fareed Zakaria, jornalista e “public intellectual”, que vê um mundo multipolar surgindo por aí, em função do crescimento econômico em países como China, Índia, Rússia e Brasil.

E o que aconteceria com o dólar nesse cenário? John Quiggin, no Crooked Timber, e Peter Goodman, no New York Times, desenham cenários parecidos. Ambos falam em uma diversificação muito lenta, muito gradual das reservas internacionais. O euro, libra esterlina e yen devem ocupar cada vez mais espaço, mas um colapso
do dólar é muito improvável. Não existe uma alternativa real, e os países superavitários têm relações comerciais importantes com os Estados Unidos. Não lhes interessa, portanto, esse colapso.

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