Comentário Semanal

O mercado de hoje, segunda-feira, trouxe mais um recorde no preço do petróleo, que atingiu a marca inédita de US$ 126 por barril. O preço de fechamento em Nova York foi de US$ 124, abaixo do fechamento de sexta-feira, mas ainda altíssimo em comparação com padrões históricos.

Ainda há analistas que insistem que essa alta de preços tem sido alimentada por especuladores, e que mais cedo ou mais tarde essa bolha vai estourar já que os fundamentos do mercado não suportam esses níveis de preços. Seus argumentos, no entanto, são fracos. Como escreveu Paul Krugman em sua coluna do New York Times, se a especulação fosse responsável pela alta de preços, os especuladores precisariam armazenar em algum lugar o óleo que compraram. Como esses estoques não existem, o razoável é concluir que essa alta é sustentada, causada por um crescimento da demanda que a oferta do produto não foi capaz de acompanhar.

Os mesmos fundamentos parecem estar em ação nos mercados de commodities alimentares, com pequenas variações. Eventos meteorológicos têm sua influência, mas os principais determinantes da alta de preços parecem ter base econômica e demográfica: o crescimento da demanda em países como Índia e China, e o aumento dos custos, especialmente dos fertilizantes, cujos preços estão vinculados ao preço da energia.

Esse cenário é bem menos benigno que o que enfrentávamos um ou dois anos atrás, e impõe desafios aos condutores da nossa política econômica. As expectativas de inflação continuam subindo, e junto com elas as projeções para as taxas de juros no final do ano. O relatório Focus divulgado hoje pelo Banco Central trouxe novas elevações para as expectativas dos índices de preços, com o IPCA cada vez mais perto do topo da meta. A média da taxa Selic no final do ano já está em 13,25%, um ponto percentual e meio acima do patamar atual.

No lado dos investimentos, continua um forte movimento na bolsa, alimentado basicamente pela entrada de capital estrangeiro. Contudo, geralmente uma alta dos juros significa menos atratividade para a renda variável.

Veja aqui o acompanhamento dos fundos distribuídos pela Benchmark. A performance dos fundos multimercado está bastante heterogênea e a volatilidade tem sido bastante acentuada.

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