Archive for maio \05\UTC 2008

Sensatez e “Investment Grade”

maio 5, 2008

Finalmente um comentário sensato sobre a elevação da nota dos títulos de dívida brasileiros pela agência Standard & Poor. O autor é o economista e historiador econômico Marcelo de Paiva Abreu, da PUC do Rio. Ele não menospreza a conquista nem os méritos dos responsáveis por ela. A autonomia de fato do Banco Central foi fundamental, apesar dos repetidos ataques de gente do próprio governo e da sua base de sustentação. O que ainda falta fazer, escreve Abreu, é garantir as condições para um crescimento mais acelerado da economia. Será preciso aumentar a nossa capacidade de poupança, melhorar a qualificação de mão de obra e inovação nas empresas, e atacar os gastos públicos, contendo o seu crescimento e melhorando sua qualidade. Não são tarefas banais.

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Já está no preço

maio 2, 2008

A elevação do rating dos títulos da dívida brasileira já havia sido antecipada pelos mercados, tanto de renda fixa quanto de ações. É o que diz John Authers, editor de investimentos do Financial Times. Veja o vídeo aqui.

O Petróleo caro e as ações da Petrobras

maio 2, 2008

Está ficando cada vez mais difícil encontrar novos campos de petróleo, e aumentar a produção dos campos existentes. É o que se depreende do último relatório trimestral da ExxonMobil, segundo o Financial Times. A alta dos preços tem levado a uma redução do volume produzido pela empresa, pois ela tem sido forçada a entregar uma parte cada vez maior dos campos existentes aos governos dos países produtores. E na falta de novos campos, o volume de produção de óleo e gás caiu 5,6% no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Essa dificuldade explica, até certo ponto, a euforia em torno das descobertas da Petrobras nos seus campos offshore. A questão é saber se isso justifica o desempenho das ações da companhia. Segundo o Bloomberg, a Petrobras é hoje a mais cara empresa de energia do mundo em termos de relação preço/lucro. A empresa precisa aumentar sua produção e rentabilidade para justificar o preço de suas ações, dizem os analistas citados na matéria.