Poupança é coisa de pobre?

Escrevemos recentemente sobre as mudanças de hábitos dos consumidores americanos provocadas pela alta do preço dos combustíveis: caem as vendas de veículos pesados, cresce a procura pelos híbridos, os motoristas aprendem a dirigir economicamente, e as empresas de aviação fazem um esforço para extrair a última gota de economia de combustível nos seus vôos.

E por aqui, na América Latina? Quem responde a pergunta é o Financial Times, e a resposta é até certo ponto surpreendente: graças aos subsídios praticados na maioria dos países latinos, a gasolina e o diesel ainda são muito baratos, tanto em países exportadores como em países importadores de petróleo. Não há incentivo, portanto, para diminuir o consumo e os congestionamentos de trânsito monstruosos são uma constante no continente.

O Brasil até que não está tão mal na comparação. A estabilidade dos preços da gasolina e do diesel no mercado interno deve mais à valorização do real do que às confusões com a CIDE. O drama, tanto aqui quanto nos vizinhos, é que o medo da inflação limita as opções dos governos na hora de fazer o ajuste necessário. E enquanto o ajuste não acontece vamos continuar gastando.

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