Comentário semanal

Os mercados tiveram uma segunda-feira difícil. O índice Bovespa caiu -2,46%, influenciado pelos mercados americanos. As quedas de -2,08% no índice Dow Jones e de -1,96% no índice S&P 500 foram puxadas principalmente pelas ações de empresas do setor financeiro. Desta vez, no entanto, o problema não parece estar na Fannie Mae e Freddie Mac. As ações das duas valem hoje frações dos seus picos históricos, refletindo a percepção de que o seu resgate pelo Tesouro dos EUA está próximo e não beneficiará seus acionistas atuais.

A preocupação agora gira em torno de papéis como os da seguradora AIG e do banco de investimentos Lehman Brothers. Analisada de uma perspectiva de longo prazo, a questão não é somente o destino dessas duas empresas, e sim o que acontecerá com o setor financeiro como um todo. O estrategista Byron Wien, um respeitado veterano de Wall Street, sugere em entrevista no último Barron’s que a recuperação do setor financeiro deve ser lenta e rasa, pois as instituições não poderão voltar tão cedo aos níveis de alavancagem que atingiram antes da crise de crédito, e sem alavancagem seus resultados também não crescerão. O cenário é particularmente difícil para os bancos de investimento, e já se fala em consolidação.

Wien acha que o risco de inflação nos Estados Unidos está sob controle, mas não espera um retorno rápido ao crescimento econômico lá ou nos mercados europeus. Ele acredita que o crescimento virá dos emergentes, principalmente Índia e China, e beneficiará produtores de alimentos e de energia. Ele está particularmente otimista com relação ao Brasil. O segredo, segundo ele, estaria em nossa política econômica que privilegia o controle da inflação.

E hoje o UBS Pactual também enviou relatório para seus clientes recomendando ações brasileiras. O banco cita cinco motivos para se voltar a investir aqui, depois da grande saída de investidores estrangeiros dos últimos meses: ações baratas em termos de preço/lucro; crescimento econômico relativamente pouco afetado pelas oscilações das economias centrais; perspectivas de preços de commodities ainda fortes para o futuro próximo; crescimento sustentado do lucro das empresas e boas perspectivas para a inflação.

Veja aqui o acompanhamento de fundos distribuídos pela Benchmark.

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