Comentário semanal

Já estamos na segunda semana de 2009, mas o ano político e econômico só começa de verdade no dia 20 de janeiro com a posse de Barack Obama na presidência dos Estados Unidos. Os mercados, no entanto, procuram antecipar o resultado das políticas econômicas do novo presidente, e especialmente do seu plano de estímulo para a economia americana.

A urgência do plano vem da avaliação, da maioria dos economistas, de que os instrumentos de política monetária e fiscal empregados até aqui não foram suficientes para afastar o risco de uma depressão econômica. O relatório de emprego divulgado semana passada — taxa de desemprego de 7,2%, com queda de 524 mil postos de trabalho em dezembro — serviu como alerta.

Barack Obama está propondo um pacote de estímulo da ordem de US$ 800 bilhões em dois anos, incluindo cortes de impostos e aumento de gastos. Parece um número bastante grande, mas o programa tem recebido críticas tanto de economistas, como Paul Krugman, que consideram o valor insuficiente, quanto de economistas como Willem Buiter, que acreditam que problemas estruturais da economia americana limitam a sua capacidade de absorver um pacote que implicará em aumento substancial da dívida pública. Caso Buiter esteja certo, uma forte queda do dólar é um resultado possível.

Esse debate passa agora para um novo patamar, o da discussão no Congresso das propostas de estímulo de Obama. O sistema legislativo americano é desenhado para evitar as decisões apressadas, e provavelmente teremos ainda algumas semanas de discussão acalorada, alimentada pelas estatísticas do PIB e de desemprego.

Aqui no Brasil começamos a sentir os primeiros sinais da crise nos indicadores econômicos. Na semana passada o destaque foi a publicação do dado de Produção industrial de novembro que apontou contração de 6,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O enfraquecimento da atividade brasileira maior do que o previsto continua se refletindo em menores pressões inflacionárias. Dados como este vêm provocando a revisão das estimativas de vários analistas, que já trabalham com a possibilidade de cortes mais expressivos em nossa taxa básica de juros.

E a bolsa brasileira, que começou o ano com uma grande seqüência de altas, teve um dia difícil na segunda-feira, com baixa de -5,24% para o Ibovespa. Queda nos preços do petróleo e das commodities afetam diretamente as maiores empresas da bolsa paulista. Contudo, no ano de 2009, mesmo com a queda de hoje, o Ibovespa apresenta uma alta acumulada de +4,9%. Já as bolsas americanas estão no vermelho em 2009, com o Dow Jones acumulando perdas de -3,4% e o S&P 500 de -3,7%.

Veja aqui o acompanhamento de fundos distribuídos pela Benchmark.

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