Comentário semanal

A semana começa com os mercados em estado de animação suspensa, esperando para ver que espécie de pacote fiscal será aprovado pelo Congresso americano e que plano será anunciado pelo Tesouro americano para atacar a crise bancária.

O pacote que sai do Senado é diferente em alguns aspectos daquele produzido pela Câmara. Os senadores decidiram cortar parte dos gastos propostos, gerando grande debate entre os economistas americanos. O professor Paul Krugman tem sido um dos mais estridentes defensores de um forte programa de estímulo, significativamente maior do que os US$ 800 bilhões que estão em discussão, e com muito mais ênfase em gastos do que cortes de impostos. Segundo ele, as pesquisas mostram que cortes de impostos têm impacto menor na atividade econômica porque esse dinheiro tende a ser poupado, e não gasto.

Outros economistas e comentaristas têm chamado atenção para o impacto desse plano de estímulo sobre o déficit e conseqüentemente sobre a dívida pública americana. Existe o risco de o plano não dar certo, mas Krugman nota que não fazer nada também traz enormes riscos de deflação e depressão.

De qualquer maneira, existe um consenso mínimo de que o pacote atual é melhor do que nada, e que esse programa de gastos não é a última palavra sobre o assunto. Há sinais de impaciência no eleitorado americano com os gastos do governo, mas o fluxo de estatísticas econômicas negativas é um forte impulso para que o governo tente de tudo.

As expectativas para o novo plano de ajuda aos bancos, que deve ser anunciado na terça-feira pelo secretário do Tesouro Tim Geithner, não são muito positivas. Segundo os relatos dos jornais de hoje, a principal medida do plano é mais uma variação sobre uma idéia que já foi tentada, sem sucesso, pelo seu antecessor Hank Paulson: a criação de uma instituição que compraria os ativos podres dos bancos, permitindo que eles limpem os seus balanços. A questão é saber que preços essa entidade – pública ou subsidiada – pagaria pelos ativos. Um preço de mercado não resolveria a situação. Muitos economistas acreditam que a nacionalização dos bancos seria uma saída mais eficaz e mais barata no longo prazo.

Aqui no Brasil os últimos dados indicam forte desaceleração da economia, abrindo espaço para uma redução maior dos juros. É esperar então pela próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central em março.

Veja aqui o acompanhamento de fundos distribuídos pela Benchmark.

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