Comentário semanal

Apesar do feriado de Carnaval, o mundo não parou nos últimos dias. Dados recentemente publicados indicam que o cenário econômico global continua difícil, e os governos dos países centrais continuam discutindo — e implementando — medidas audaciosas para combater a crise.

Os últimos dados sobre o mercado imobiliário americano, divulgados na quarta-feira, mostram que esse segmento permanece longe da normalidade. As vendas de casas usadas caíram -5,3% em janeiro, e a mediana dos preços das casas vendidas caiu -14,8% com relação ao mesmo mês de 2008. No entanto, o estoque de casas a venda também diminuiu, em -2,7%. Esses números devem ser analisados com cuidado, especialmente sabendo que os bancos estão vendendo no mercado, por preços baixos, imóveis retomados de maus pagadores. Mas uma primeira leitura indica que o mercado imobiliário ainda está longe da recuperação, apesar do bom sinal representado pela queda dos estoques.

Também tivemos a divulgação dos números da balança comercial japonesa em janeiro. As exportações do Japão caíram -46% no mês, resultando em um déficit comercial recorde. A economia japonesa deriva praticamente todo o seu dinamismo das vendas externas, e sem uma recuperação da demanda nos seus principais mercados — Estados Unidos e Europa — uma segunda década perdida torna-se uma possibilidade real.

Em Washington e Nova York o assunto voltou a ser o que fazer para recuperar o sistema bancário. A discussão não tem a mesma urgência daqueles fins de semana frenéticos que foram tão freqüentes em 2008, com altos funcionários do tesouro americano armando pacotes de emergência para salvar instituições consideradas grandes demais para quebrar. As ações e títulos emitidos pelos bancos passíveis de nacionalização já se encontram hoje a níveis bastante deprimidos, refletindo a percepção de que esses bancos não vão quebrar, mas seus acionistas e credores terão que assumir parte dos prejuízos.

A solução não pode, entretanto, esperar para sempre. Sem um sistema financeiro em ordem a recuperação da economia real será mais lenta e mais tardia, e os problemas dos bancos continuarão deprimindo os índices dos mercados de ações.

Veja aqui o acompanhamento de fundos distribuídos pela Benchmark. Parte dos fundos sofreu com a queda das ações na bolsa paulista na semana passada. Contudo, movimentos como este são normais em momentos de turbulência como o atual.

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