Comentário semanal

A forte recuperação dos preços das ações americanas na semana passada, com quatro dias seguidos de alta, já leva vários comentaristas a perguntar se os mercados já atingiram o fundo do poço. A onda positiva começou com um memorando interno da direção do Citigroup indicando que o conglomerado financeiro teve lucro nos dois primeiros meses do ano. Outras instituições financeiras indicaram em seguida resultados semelhantes.

A questão é saber se estamos diante de mais um “bear market rally”, uma alta temporária em um mercado com tendência de baixa, ou se já chegamos ao ponto mais baixo do atual ciclo. Os otimistas apontam para a reversão de tendência em algumas estatísticas, e para uma sensação crescente de que teremos tempos difíceis pela frente, mas não estamos diante de uma nova grande depressão como a de 1930.

Isso não parece muito reconfortante, mas é bem melhor do que a alternativa, e os preços dos ativos no mercado tendem a refletir esse panorama um pouco menos pessimista. No cenário atual é muito difícil falar em parâmetros precisos de avaliação, pois as perspectivas econômicas não são claras e a volatilidade dos índices é muito grande.

Aqui no Brasil o Copom decidiu, como já era esperado, reduzir em 1,5 ponto percentual a taxa Selic, para 11,25% a.a. E o IGP-10 de março, divulgado hoje, registrou deflação de 0,31%, indicando que ainda há espaço para mais redução dos juros. Segundo relatório recente publicado pelo UBS Pactual, a expectativa de seus analistas é que a taxa Selic possa atingir 8,75% até o final de julho deste ano.

O mais importante é destacar a nova realidade que o Brasil está vivendo nesta crise. Graças aos ajustes feitos ao longo dos últimos 15 anos, pela primeira vez o Brasil atravessa uma crise onde pode praticar uma política monetária contra cíclica, onde a autoridade monetária pode cortar os juros para estimular a economia. E essa nova realidade pode provocar ao longo do tempo importante movimento de realocação das carteiras dos investidores da renda fixa para a renda variável.

Veja aqui o acompanhamento dos fundos distribuídos pela Benchmark. Na semana passada a bolsa brasileira teve um forte movimento de alta que contribuiu positivamente para a rentabilidade dos fundos de ações e da maioria dos fundos multimercado. E mesmo com o juro básico de nossa economia em queda, assistimos também na semana passada uma valorização da moeda brasileira frente ao dólar americano, o que também contribuiu para a boa performance de alguns dos fundos multimercado.

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