Comentário semanal

A reunião do G-20 na semana passada superou as expectativas. É verdade que as expectativas eram muito baixas. O economista Dani Rodrik, por exemplo, desconfiava que líderes como o francês Sarkozy estavam tentando desviar a atenção do público com o assunto “paraísos fiscais”, que pouco tem a ver com a crise pela qual estamos passando. E o colunista Martin Wolf, do Financial Times, escreveu ainda na terça-feira da semana passada que os resultados do encontro certamente deixariam a desejar.

Segundo Wolf, a economia mundial precisa hoje não apenas de um aumento substancial na demanda agregada, mas também de uma redistribuição dessa demanda, dos países cronicamente deficitários para os cronicamente superavitários. Só assim, escreve o colunista, teremos uma chance de controlar o tamanho da desaceleração da economia mundial evitando um crescimento ainda maior dos desequilíbrios que têm dificultado a coordenação macroeconômica global. Mas não existe consenso suficiente para isso. Os países superavitários – China, Alemanha, Japão – não parecem dispostos a efetuar os ajustes necessários, e os países deficitários, como os Estados Unidos, não podem se endividar indefinidamente.

Os líderes dos governos dos países desenvolvidos aparentemente esperam os resultados dos pacotes de estímulo já colocados em prática. Mas a reunião do G-20 não foi totalmente inútil. Produziu-se uma surpresa positiva sob a forma de um anúncio de aumento de US$ 500 bilhões no capital do FMI. Este aumento de capital pode ser importante para os países com problemas de balança de pagamentos. Mas sua eficácia dependerá da disposição desses países de ir ao Fundo, uma ação que sempre se revelou traumática.

Segundo Simon Johnson, ex-economista chefe do FMI, o próximo diretor gerente do Fundo pode ser um indiano ou um brasileiro, o que aumentaria muito a sua legitimidade aos olhos dos emergentes. É muito positivo ver que políticas econômicas responsáveis têm levado ao crescimento da influência brasileira nos fóruns internacionais. Mas ainda há muito o que fazer, lá e aqui, para evitar o pior.

Veja aqui o acompanhamento dos fundos distribuídos pela Benchmark. Depois de um excelente mês para a bolsa em março, com grande entrada de investimento estrangeiro, abril também começou com forte alta no mercado de ações.

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