Comentário semanal

Segunda-feira foi um dia atípico nos mercados: a principal fonte de preocupações não foi o estado de saúde dos bancos americanos ou da economia chinesa, e sim a possibilidade de uma pandemia global da gripe suína que já matou mais de 140 pessoas no México. Em meio a alertas das autoridades sanitárias, vimos a valorização de ações de empresas farmacêuticas e o declínio de papéis ligados a comércio e turismo internacionais. Contudo, é importante lembrar que ainda é muito cedo para se avaliar sua dimensão e o potencial de impacto na economia mundial.

É mais um complicador em um momento ainda bastante difícil, apesar da volta de um certo grau de otimismo nos mercados, assunto da matéria de capa da revista The Economist desta semana. A revista pergunta se faz sentido acreditar que o pior da crise financeira já passou. O principal indicador nessa direção tem sido o desempenho positivo da maior parte dos mercados de ações do mundo nas últimas semanas, além de alguns segmentos da economia real — China, algumas commodities e partes dos mercados imobiliários dos países ricos – que também começam a reagir.

Segundo a revista, esse otimismo todo traz dois riscos, um para os investidores e outro principalmente para os reguladores dos mercados. Para os investidores, o risco está na possibilidade dessa recuperação dos mercados não ser sustentável. E para os “policymakers”, o perigo é perder de vista que ainda há muito o que fazer para minorar os efeitos da crise atual e evitar que ela se repita.

Um indicador da seriedade da situação atual apareceu em um artigo do Financial Times de hoje, segunda-feira: de acordo com documentos internos do Fed, a taxa de juros ideal para os níveis atuais de desemprego e de inflação seria de -5% ao ano. Ou seja, ainda estamos em condições muito distantes da normalidade, e ainda resta muito o que fazer por parte dos bancos centrais dos Estados Unidos e dos outros países mais seriamente afetados pela crise.

Para o Brasil, a melhor notícia é que o programa de estímulo colocado em prática pelo governo da China parece estar funcionando. O FMI já prevê crescimento de 6,5% para a economia chinesa no ano corrente, principalmente graças aos gastos do governo, o que implica em provável recuperação dos preços das commodities, beneficiando algumas de nossas maiores empresas.

Veja aqui o acompanhamento dos fundos distribuídos pela Benchmark.

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