Comentário semanal

A grande notícia de segunda-feira foi, sem dúvida, o pedido de concordata da General Motors, uma das maiores empresas do mundo e um símbolo do capitalismo à moda americana. As dificuldades financeiras da GM já eram bastante conhecidas e o pedido de concordata em si já era esperado. Mas isso não tira a importância do evento – a maior reorganização de empresa industrial da história, com ativos de US$ 82 bilhões, e passivos de mais de US$ 172 bilhões.

A GM será dividida em duas empresas, uma GM “boa”, que deverá ficar com os ativos viáveis da companhia, e uma GM “ruim”, encarregada de fechar fábricas, cancelar contratos com revendedores, aposentar marcas e demitir funcionários. Na ausência de um parceiro estratégico – papel que a Fiat está desempenhando no caso da Chrysler – a principal fonte de apoio para a GM é o governo americano, que está oferecendo mais US$ 30 bilhões para a empresa, além dos US$ 20 bilhões que já havia emprestado. O resultado será a estatização – temporária, espera-se – da empresa.

A questão é saber se surgirá uma empresa viável ao final desse processo. Os problemas da GM, e especialmente das suas operações dos Estados Unidos e Canadá, são antigos e complexos. A reestruturação que vem por aí oferece uma chance única para colocar em prática medidas necessárias como a drástica redução do número de fábricas, de marcas e de concessionárias. O presidente Barack Obama garantiu que os executivos da empresa terão total liberdade para tomar as decisões necessárias, mas restam dúvidas quanto à sua capacidade de transformação diante das dimensões políticas da situação.

A notícia aparentemente foi bem recebida pelos mercados, a julgar pelo desempenho dos índices de ações, impulsionados também pela divulgação de dados econômicos positivos nos EUA. O índice Dow Jones e o índice S&P 500 subiram +2,6% no dia. O índice Bovespa seguiu a tendência de alta e subiu 2,4% nesta segunda-feira.

Depois das altas dos meses de abril (+15,6%) e maio (+12,5%), investidores e analistas já começam a se perguntar se o mercado brasileiro não está ficando caro. Contudo, o principal determinante das altas recentes de ações, moedas, commodities e outros ativos – a criação de volumes enormes de liquidez pelos bancos centrais das principais economias – continua firme e forte. E enquanto enxergarmos fluxo de entrada de capital estrangeiro no Brasil, a alta da Bovespa deverá se sustentar.

Veja aqui o acompanhamento dos fundos distribuídos pela Benchmark. Os destaques do mês de maio foram os fundos de ações e os fundos multimercado com posições em ações, como o Upside e os fundos BNY Mellon ARX.

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