Comentário semanal

A OCDE, organização que reúne as principais economias do planeta, divulgou nesta segunda-feira seu relatório mensal de indicadores antecedentes (“leading indicators”) para os 30 países membros da organização no mês de abril. De acordo com a OCDE, o índice subiu meio ponto no mês, a segunda alta mensal sucessiva, sugerindo que a recessão global pode ter atingido o fundo do poço, e que a recuperação pode começar nos próximos seis meses.

O cenário, no entanto, não é o mesmo para todas as economias incluídas no indicador. Os sinais de virada aparecem nos índices referentes a França, Itália, Reino Unido e China. Para os outros países que fazem parte do índice, incluindo Estados Unidos, Alemanha, Japão, Brasil, Índia e Rússia, os números ainda apontam para desaceleração nos próximos meses. Os últimos dados de emprego nos Estados Unidos não são muito animadores: apesar do número de postos de trabalho ter caído relativamente pouco (345 mil), a taxa de desemprego atingiu 9,4%.

O economista Paul Krugman espera que a recessão termine antes de setembro, mas sugere que as taxas de desemprego devem se manter altas por bastante tempo. A solução para a economia americana pode ser um novo pacote de estímulo econômico do governo federal. Brad DeLong recomenda um pacote de ajuda aos estados, forçados por suas regras orçamentárias a cortar despesas em um momento onde deveriam aumentar seus gastos. O plano de DeLong teria a virtude de ser rápido e fácil de implementar, e portanto teria impacto imediato.

O cenário na zona do euro permanece bastante incerto. Segundo o FMI, a fragilidade do sistema financeiro desses países pode limitar a recuperação de suas economias. Além disso, a força da moeda européia deve dificultar a vida dos países onde a retomada do crescimento depende da vitalidade das exportações – ou seja, da Alemanha.

Aqui no Brasil estamos na expectativa pelo resultado do PIB no primeiro trimestre, que deve ser divulgado pelo IBGE na manhã de terça-feira. Caso se confirme o resultado negativo esperado pela maioria dos economistas aumentará a probabilidade de redução da taxa Selic na próxima reunião do Copom, na quarta-feira.

Veja aqui o acompanhamento dos fundos distribuídos pela Benchmark.

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