Comentário semanal

O momento é de relativa calma nos mercados. Nos Estados Unidos o grande assunto desta segunda-feira é a condenação de Bernard Madoff a 150 anos de prisão por operar o maior esquema de pirâmide da história, levando a perdas bilionárias para os investidores que aplicaram seu dinheiro com ele. De acordo com a Bloomberg, as perdas para esses investidores chegam a US$ 65 bilhões.

Mas o prejuízo certamente não termina aí. O affair Madoff revelou vulnerabilidades preocupantes no sistema de regulação e supervisão dos mercados americanos. Poucos imaginavam que fosse possível operar por tanto tempo um esquema tão grande e tão primário de fraude.

É possível argumentar que a responsabilidade, em última análise, é dos investidores que não fizeram a sua lição de casa e se deixaram seduzir pelas promessas de ganhos altos, constantes e independentes das condições dos mercados oferecidos por Madoff e pelos intermediários que promoviam seus fundos. Mas o dano à integridade dos mercados é real, e nem mesmo a pena de 150 anos na cadeia será suficiente para devolver aos investidores a confiança em veículos de investimento complexos e muitas vezes pouco transparentes.

No que diz respeito à economia americana, o momento é de espera. A economista Christina Romer, que preside o conselho de assessores econômicos da Casa Branca, diz que o efeito do pacote de estímulo do governo Obama deve ser sentido nos próximos meses, e que ainda não chegou o momento de apertar políticas monetária e fiscal. Ela acha que estamos perto do fundo do poço, e que uma recuperação rápida em 2010 é bastante possível.

Aqui no Brasil o último relatório de inflação do Banco Central, divulgado na sexta-feira, trouxe projeções de inflação bastante benignas para 2009 e 2010, de 4,1% e 3,9% respectivamente. Essas projeções, abaixo dos 4,5% da meta, em tese sugerem que há mais espaço para corte de juros. Mas o economista Eduardo Loyo escreve em seu comentário para clientes do UBS Pactual que talvez a situação não seja tão simples assim. Segundo ele, o Banco Central agirá de maneira cautelosa, não devendo reduzir os juros além do meio ponto percentual que ele espera para a reunião de julho do Copom.

Veja aqui o acompanhamento dos fundos distribuídos pela Benchmark.

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