Comentário semanal

O jornal O Globo publicou, no último domingo, uma matéria que dá o que pensar sobre a trajetória fiscal brasileira para os próximos anos. Segundo o economista Geraldo Biasoto Júnior, professor assistente da Unicamp, as decisões de gastos que estão sendo tomadas hoje pelo governo Lula terão um impacto fiscal significativo a partir de 2010, seja quem for o novo presidente da república.

De acordo com a matéria do Globo, Biasoto contabilizou as despesas já contratadas pelo governo atual que terão impacto no orçamento de 2010 e chegou à conclusão de que o resultado fiscal do governo poderá passar de um superávit de R$ 71,4 bilhões em 2008 para um déficit de R$ 2,1 bilhões no ano que vem.

O aumento das despesas ocorre principalmente nos programas sociais, como o Bolsa-Família, nos gastos com educação e nos salários dos servidores públicos. O governo alega que a expansão dos gastos tem caráter anticíclico, e que não há risco fiscal nenhum na trajetória atual, dentro do cenário adotado pelo Tesouro, que prevê crescimento da ordem de 4 a 4,5% em 2010.

Para muitos economistas, o problema é que esses gastos não têm caráter anticíclico, pois não podem ser facilmente reduzidos ou eliminados no momento em que a economia voltar a crescer com base no consumo e investimento privados. Assim, esse crescimento das despesas eleva o risco de trajetórias desfavoráveis da dívida pública e da inflação no médio e longo prazos. É um assunto importante para se estar atento e acompanhar de perto.

Já os mercados americanos tiveram bom desempenho na segunda-feira, devido, em boa parte, à analista Meredith Whitney, que recomendou aos seus clientes a compra de ações do banco de investimentos Goldman Sachs. Whitney ficou famosa por ter sido uma das principais vozes negativas de Wall Street nos últimos meses, e essa nova recomendação de compra não chega a ser exatamente um sinal de otimismo. Ela acredita que o cenário para a economia e para o sistema financeiro dos Estados Unidos continuará difícil nos próximos anos, mas que o Goldman Sachs conseguirá tirar proveito dessa situação. Porém, parece ainda cedo para falar em uma recuperação sustentada da economia americana.

Veja aqui o acompanhamento dos fundos distribuídos pela Benchmark. A performance ruim da bolsa nos últimos dias afetou principalmente os fundos de ações e os multimercado com posições em ações. Alguns fundos multimercado também sofreram devido aos últimos movimentos no mercado de câmbio.

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