Comentário semanal

A segunda-feira foi de queda para a maioria dos mercados no mundo. Quem deu o tom foi a bolsa de valores de Xangai, com queda de -5,8% no seu índice Composite. O movimento de baixa se repetiu ao redor do globo, com baixas de -1,5% em Londres (índice FTSE 100) e, em Nova York, de -2,0% no índice Dow Jones e -2,4% no índice S&P 500. O índice Bovespa, por sua vez, caiu -2,51%.

A economia chinesa tem sido uma das poucas histórias de crescimento do planeta nos últimos meses, e muitos economistas e investidores esperam que a China seja a locomotiva que puxará o trem da economia global, tirando-a da recessão. Além disso, o governo chinês ainda aplica os dólares de seu superávit comercial e do investimento estrangeiro na China adquirindo principalmente papéis do governo americano – o que coloca aquele país no coração das finanças globais.

Isso não quer dizer, necessariamente, que uma correção no mercado de ações chinês represente o início de uma correção dos mercados globais, como sustentam alguns comentaristas. A incerteza no mercado chinês parece ligada aos temores de que as medidas de estímulo implementadas pelo governo daquele país estariam se esgotando, e que o resultado será uma recuperação em “W”, ou seja, com nova redução na atividade antes de uma retomada mais duradoura.

Ao mesmo tempo, alguns comentaristas parecem estar à procura de qualquer gatilho para uma correção que acreditam inevitável. Um exemplo, entre muitos: o blog Naked Capitalism trouxe hoje, segunda-feira, um “post” enumerando as razões para o pessimismo: problemas (ainda) no sistema bancário americano, consumidores esgotados, um mercado imobiliário ainda problemático, pouca liberdade de ação para o Fed, mais problemas na seguradora AIG, e falta de liderança política em Washington. Na ponta contrária, muitos observadores – como a estrategista Abby Cohen, do Goldman Sachs – afirmam que a recessão já terminou e vêem fortes sinais de retomada nos lucros das empresas americanas.

A questão maior no momento parece ser a relação entre a recuperação econômica e a recuperação dos mercados. A enorme injeção de liquidez patrocinada pelo Fed e por outros bancos centrais mundo afora ajudou a acelerar a alta dos mercados de ações. Resta saber se ainda há espaço para novos movimentos de alta e se a economia real será capaz de confirmar as expectativas já implícitas nos preços dos ativos.

Veja aqui o acompanhamento dos fundos distribuídos pela Benchmark.

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