Comentário semanal

A segunda-feira foi dia de alta nos mercados, com o Dow Jones subindo +1,28% e o S&P, +1,78%. Aqui no Brasil o Ibovespa seguiu a tendência com alta de +1,59%.

Ainda não é possível afirmar com segurança que a recuperação dos mercados financeiros reflete melhores perspectivas para a economia global. O espectro de uma depressão econômica foi afastado, mas o desempenho dos ativos financeiros tem muito a ver com a grande liquidez injetada pelos bancos centrais como remédio para a crise. A questão agora é saber se já está na hora desses mesmos bancos centrais estragarem a festa.

A revista Economist dessa semana traz alguns dados bastante relevantes. Os investidores americanos retiraram dos money market funds o total de US$ 332 bilhões de janeiro para cá, o equivalente a 10% do total investido nesses fundos. O que não é surpreendente, dado seu baixo retorno de cerca de 0,1% ao ano.

Com esse retorno tão baixo, os investidores têm, portanto, todos os incentivos para fugir das posições em caixa e colocar seu dinheiro para trabalhar em ativos de maior risco, e retorno, como ações, títulos de dívida de empresas e commodities. É importante destacar que uma boa parte desses recursos está se direcionando para os mercados emergentes, favorecidos por melhores perspectivas de crescimento econômico no médio e longo prazos. O mercado chinês, em particular, parece estar atraindo grandes volumes de recursos. Aqui no Brasil, esse movimento também é bastante pronunciado.

O importante, contudo, é saber se essa tendência positiva terá força para seguir em frente sem o apoio das autoridades monetárias. Economistas como Kevin Warsh, do Fed, já discutem qual deve ser a estratégia de retorno à normalidade, mantendo a credibilidade da autoridade monetária e observando cuidadosamente o estado dos mercados. Será muito difícil encontrar o ponto exato de equilíbrio nos próximos meses.

O relatório Focus publicado esta semana pelo Banco Central brasileiro já demonstra uma elevação na taxa de juros esperada pelo mercado para 2010. A previsão dos analistas de mercado para a Selic para o final do ano que vem subiu de 9,25% para 9,50%. O mercado aumentou também sua expectativa para o crescimento de 2010 de 4,2% para 4,5%.

Veja aqui o acompanhamento dos fundos distribuídos pela Benchmark.

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