Comentário semanal

Os principais mercados de ações do mundo continuam fortes, apesar das dúvidas com relação à vitalidade e sustentabilidade da retomada da economia mundial. A revista Economist da semana traz seção especial sobre esse tema, e conclui que o cenário daqui para a frente será terrível caso os governos das economias centrais não façam mais esforço para estimular o crescimento econômico.

A economia mundial não retornou ainda a um padrão normal de crescimento. Muito da reversão recente de uma tendência francamente negativa para uma moderadamente positiva se deve a fatores temporários como a reposição de estoques e os programas de estímulo fiscal e monetário dos governos. No entanto, persiste o problema fundamental do excesso de endividamento nas economias dos Estados Unidos e de outros países após o estouro de suas respectivas bolhas. O que sugere que os gastos dos consumidores não voltarão a crescer tão rápido, e que os bancos precisarão de mais capital.

A Economist pede ação coordenada dos governos dos Estados Unidos, China, Japão e Alemanha para rebalancear consumo, poupança e investimento. No médio e longo prazo, o objetivo é criar condições para que os verdadeiros “drivers” do crescimento – inovação e comércio internacional – voltem a funcionar.

No curto prazo, a questão é se a economia americana volta a entrar em recessão em 2010 ou 2011. Segundo o economista Menzie Chinn, do blog Econbrowser, o desempenho deve permanecer fraco, mas o pacote de estímulo do presidente Obama continuará fazendo algum efeito, já que muitas das suas provisões demoraram a entrar em prática.

Aqui no Brasil a tendência de curto prazo pouco mudou com relação à semana passada. O relatório Focus divulgado hoje pelo Banco Central indica que na expectativa media do mercado a taxa de inflação deve ficar abaixo da meta tanto em 2009 como em 2010, e que a economia deve voltar a crescer em torno de 4,5% a.a. no ano que vem – apesar de uma taxa Selic mais alta. A preocupação, como sempre, vem da parte fiscal. Em ano eleitoral e final de governo há uma tendência muito forte para anistias fiscais, efetivação de servidores, legalização de bingos e outras medidas iníquas, como escreve Everardo Maciel no Estado de S. Paulo de hoje, segunda-feira. Convém ficar de olho.

Veja aqui o acompanhamento dos fundos distribuídos pela Benchmark. Os fundos de ações e multimercado tiveram, em sua maioria, ótima performance no mês de setembro.

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