Comentário semanal

Os mercados de ações tiveram mais uma segunda-feira de alta, especialmente nos Estados Unidos. Os índices Dow Jones e S&P 500 subiram +1,29% e +1,36% respectivamente, enquanto o índice Bovespa teve alta de +0,45%. As declarações, durante o fim-de-semana, de um dos presidentes regionais do Fed alimentaram as expectativas de que a autoridade monetária americana deverá continuar intervindo no mercado de títulos lastreados em hipotecas além do primeiro trimestre de 2010. Ou seja, os investidores parecem mais animados com a perspectiva de juros muito baixos e liquidez muito folgada ainda por um bom período de tempo.

Os riscos dessa política são claros. O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, falou sobre o assunto nesta segunda-feira. Ele não vê perigo de perda de confiança no dólar, mas admite que a enorme massa de capital que está fluindo para as economias emergentes pode provocar bolhas de ativos. Especialmente porque muitos dos governos desses países procurarão a todo custo evitar aquela que seria a medida clássica nessas circunstâncias: permitir a valorização de suas moedas.

Fala-se muito sobre perda de confiança no dólar, apesar de não haver nenhum sinal concreto de que isso esteja acontecendo. Com efeito, economistas como Paul Krugman e Brad DeLong têm chamado atenção para o absurdo, na visão deles, cuidado com que o governo Obama tem se dedicado à questão do déficit fiscal. As taxas de juros exigidas por investidores para comprar títulos de longo prazo do Tesouro americano seguem muito baixas, indicando que não faltam investidores dispostos a financiá-lo.

No entanto, parece haver um consenso hoje em Washington de que a trajetória do déficit fiscal é insustentável e que mais cedo ou mais tarde não haverá mais ninguém disposto a comprar títulos do Tesouro americano se nada for feito para controlá-lo. Assim, uma percepção errônea do quadro econômico por parte de Washington pode estar colocando o governo americano em uma sinuca que não tinha nada de inevitável, impossibilitado a prática de novas medidas de estímulo fiscal caso essas venham a ser necessárias.

Veja aqui o acompanhamento dos fundos distribuídos pela Benchmark.

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