O tema risco soberano continua na mente dos investidores, mas a Grécia deixou de ser o único foco. Hoje, segunda-feira, a estrela das manchetes foi a libra esterlina. A moeda britânica atravessou o patamar de US$ 1,50 por libra, o que não acontecia desde maio de 2009. Essa depreciação parece ter sido conseqüência de pesquisas de opinião divulgadas no fim de semana sugerindo que as eleições que ocorrerão no verão podem levar a um parlamento com pequena maioria trabalhista.

Aparentemente a preocupação dos investidores estaria centrada na possibilidade de que um governo trabalhista com pequena maioria no parlamento não teria condições de colocar em prática as medidas que se farão necessárias para controlar o déficit público nos próximos anos.

O foco dos mercados está cada vez mais no tamanho das dívidas e dos déficits dos devedores soberanos, levando comentaristas a sugerir que moedas como a libra estão se comportando cada vez mais como moedas de mercados emergentes. Ou seja, os principais “drivers” dos preços das moedas deixaram de ser as perspectivas de crescimento econômico dos seus países emissores, substituídas pela credibilidade de suas políticas fiscais.

É um movimento análogo ao que vem acontecendo na Grécia. Mas resta uma diferença fundamental entre créditos soberanos e créditos corporativos: países não quebram de um dia para o outro. O caso grego, portanto, vai se esticando com declarações contraditórias dos lideres europeus, até o dia em que o tesouro grego não conseguir rolar algum vencimento de títulos públicos.

E por mais estranho que pareça, o assunto no Brasil não é risco soberano. A preocupação dos investidores é o retorno da inflação. Tivemos nos últimos dias a divulgação de índices acima do esperado (IPCA e IGP-M), levando os agentes do mercado a elevar suas projeções de inflação para 2010. Mas ainda não parece haver consenso quanto às implicações disto para a política monetária.

Veja aqui o acompanhamento dos fundos distribuídos pela Benchmark. No mês passado o real e a bolsa brasileira se recuperaram de parte de suas perdas de janeiro, e a maior parte dos fundos multimercado também apresentou boa rentabilidade.

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