Archive for the ‘mercados hoje’ Category

Sinais trocados

outubro 3, 2008

Com o sistema financeiro global em parada cardíaca, os mercados de ações sobem. A explicação está na divulgação hoje cedo de mais um número fraco de emprego nos EUA, criando a expectativa de corte de juros.

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Fechamento

outubro 2, 2008

A queda de 3,22% do índice Dow Jones não é o retrato fiel da crise. As quedas de 4,03% do S&P 500 e de 4,48% do Nasdaq são muito mais representativas do grau de nervosismo em Wall Street. O índice Bovespa esteve muito próximo dos 10% de queda durante a tarde de hoje, o que implicaria em suspensão de meia hora nas negociações. Acabou fechando em baixa de 7,34%.

O mercado está para urso

julho 1, 2008

O índice Dow Jones fechou o segundo trimestre do ano no limite daquilo que os americanos entendem por “bear market”, ou seja, mercado com tendência de baixa. Por uma razão ou por outra, convencionou-se que bear market começa com uma queda de 20% a partir do pico, marca atingida hoje, terça-feira.

UPDATE: Com a queda de mais de 166 pontos no pregão de hoje, quarta-feira, o índice Dow Jones está oficialmente em território ursino.

De volta ao começo (de 2007)

junho 26, 2008

O índice Dow Jones caiu mais de 350 pontos, ou 3%, hoje, quinta-feira. Com esse resultado, o índice da bolsa americana voltou ao patamar de setembro de 2006. De acordo com os relatos dos jornais — como o New York Times — a principal causa foi um relatório da Goldman Sachs dizendo que os bancos ainda têm muito prejuízo para reconhecer nos seus balanços, e mandando vender as ações do Citigroup. Outro analista da Goldman mandou vender as ações da General Motors, dizendo que a empresa vai precisar de mais capital para sobreviver. Rick Wagoner, o CEO da GM, foi forçado a afirmar que a empresa tem dinheiro suficiente para seguir em frente. Operadores de mercado viram sinais de pânico entre seus clientes.

Isso tudo quer dizer que, ao contrário do que muitos imaginaram logo depois da quebra do Bear Stearns, não é possível ainda afirmar com segurança que já passou o pior da crise financeira que começou no mercado subprime. Se os bancos continuarem perdendo rios de dinheiro trimestre após trimestre, será preciso mais capital — muito mais capital — e as fontes começam a secar.

Proxy fight

maio 15, 2008

As ações têm conseqüências, e as inações também. Quando recusou a proposta de aquisição da Microsoft e não ofereceu nenhuma alternativa estratégica, a direção da Yahoo! ficou em posição altamente vulnerável. E acaba de surgir um oportunista para ganhar dinheiro em cima dos erros de Jerry Yang, fundador e executivo-chefe da Yahoo!. Seu nome é Carl Icahn, e seu status é de figura lendária em Wall Street. Ele enviou hoje uma carta para o presidente do conselho da empresa dizendo que seus acionistas perderam confiança na direção atual, que teria agido de forma “irracional” diante da oferta da Microsoft. Icahn pretende, portanto, derrubar o atual conselho de administração da Yahoo! e colocar no seu lugar um board disposto a negociar com a Microsoft.

O Deal Journal, do WSJ, explica como é o modus operandi de Icahn. A pressão será enorme, e a briga pode demorar meses. Paul Kedrosky visualiza Jerry Yang escondido embaixo da mesa.

GE trouxe a escuridão

abril 11, 2008

A General Electric divulgou seus resultados trimestrais hoje cedo, e parece que os investidores não gostaram. As ações da empresa estão caindo forte — 12% no início da tarde, segundo o Bloomberg — levando junto o resto do mercado.

A reação violenta se deve em parte ao fato de que a empresa não havia dado até aqui nenhuma indicação de que vinha enfrentando algum tipo de dificuldade. Assim, a queda de 5,8% no seu lucro líquido caiu como uma bomba, pegando de surpresa analistas e gestores, apesar de aparentemente o resultado não ter sido tão mau assim, nas circunstâncias.

De resto, a GE é uma empresa enorme, com exposição a diversos setores da economia americana (e do resto do mundo), especialmente em serviços financeiros. Se a GE vai mal, portanto, as perspectivas de uma recessão curta e recuperação rápida não são tão brilhantes assim (Journal, FT).

Termômetro II

março 20, 2008

Mercados de ações em alta hoje nos Estados Unidos com o Dow e o S&P subindo cerca de 1%. As commodities, no entanto, continuam em queda. Conseqüência, aparentemente, dos medos de recessão e da desmontagem de posições alavancadas.

O rendimento dos t-bills (notas de curto prazo do tesouro americano) segue caindo, no que parece ser um sinal de que o nervosismo ainda não se dissipou, apesar das ações do Fed.

Update: A queda nas commodities leva consigo as moedas de países grandes produtores e exportadores como Brasil, Canadá e Chile, por exemplo, que estão se desvalorizando frente ao dólar. E o Ibovespa também está sofrendo, com queda de mais de 1%.

Movimento do dia

março 19, 2008

O medo voltou a dominar os mercados hoje. Os índices americanos mostraram quedas generalizadas (2,36% para o Dow Jones, 2,57% para o Nasdaq), movimento que se repetiu aqui com o Bovespa caindo 5,01%.

Esses números não são bonitos mas também não preocupam demais. Complicados mesmo, à essa altura da crise, são os movimentos nos mercados de juros e crédito, pois é aí que saberemos se as ações do Fed estão obtendo resultados.

Sob essa ótica o dia não foi desastroso, mas também não foi brilhante. O relaxamento das necessidades de capital das agências Fannie Mae e Freddie Mac parece ter surtido algum efeito, reduzindo os prêmios de risco no mercado de títulos lastreados em hipotecas. Observadores do mercado dizem que a demanda por papel do tesouro americano é forte, indicando movimento de fuga de investimentos mais arriscados (Accrued Interest, Across the Curve). Chama atenção a queda do yield da nota de 3 meses do tesouro americano, que atingiu a taxa mais baixa desde 1958 (Bloomberg).

O curioso, à primeira vista, é que os títulos de renda fixa dos bancos estão se comportando bem, ao contrário de suas ações. Talvez seja uma reação ao caso Bear Stearns, onde as ações quase viraram pó mas os títulos de renda fixa foram poupados (isso se operação de compra pelo JP Morgan for completada). Contudo, persistem as preocupações com relação à saúde financeira de algumas grandes instituições, atingindo também as praças européias.

É bom prestar atenção nos preços das commodities, que podem estar sofrendo em função da desalavancagem generalizada. Esse é um movimento que pode ter repercussões por aqui, não apenas nas ações da Vale mas principalmente na economia real. E afeta também exportadores como o Chile, cuja moeda caiu 1,6% hoje, seguindo o movimento do cobre (Bloomberg).

E aqui

março 19, 2008

O mercado brasileiro está sofrendo bastante, com a bolsa caindo 4%, o real se desvalorizando mais de 1% frente ao dólar e o juro futuro abrindo. Reflexos da crise externa e da desalavancagem de posições. Contribui ainda para esse movimento a queda no preço das commodities, tão importantes para a economia nacional e para algumas das maiores empresas do índice Bovespa.

Termômetro

março 19, 2008

Seguindo o parâmetro sugerido por Krugman para medir a condição do mercado de crédito, a situação parece difícil. A diferença entre a Libor de 3 meses e o título do tesouro de mesmo prazo continua abrindo.